Aos nossos novos amigos e mestres os PROFESSORES e os LIVROS, que são verdadeiros ANJOS DA SABEDORIA e que irão nos auxiliar nesta nova jornada acadêmica e profissional.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Piaget - Reportagem do Jornal Folha de São Paulo
Piaget
Quando era alegre e jovem, o construtivismo traduzia os valores contrários à nefanda censura
Pirro de Élis, sábio grego que visitou o Oriente na companhia de Alexandre, julgava ser impossível conhecer a verdade absoluta do que quer que seja. Pirro fundou a doutrina do ceticismo, contrária ao dogmatismo.
Toda certeza é perigosa, bem faz o filósofo em desconfiar delas. Para uma mãe, no entanto, é impossível atingir a placidez dos céticos.
A maternidade é irmã da angústia. O antídoto mais comum para a impotência perante o destino, o acaso e as intempéries é a religião. Como alternativa, Pirro sugere um estado de indiferença consciente: a ataraxia.
A pequenez humana requer serenidade. Pirro deve ter aprendido sobre o desapego com os orientais, era homem e não teve filhos. Eu sigo engalfinhada com os dilemas insolúveis, sou mulher, ocidental e mãe de dois. Teimo no ideal.
Ouço os que defendem o ensino tradicional e concordo com os catedráticos, a disciplina é a ponte para o saber. Troco duas ideias com os construtivistas e me convenço de que a cartilha repetida à exaustão é um atentado à criatividade infantil. O espírito investigativo é a porta do conhecimento.
À eficácia relativa das diferentes correntes de educação soma-se a pressão da fluência no inglês. Colégios bilíngues forjam bebês poliglotas, provando que o domínio de um idioma exige prática intensiva na infância. Corra e garanta vaga. A comunicação é a ferramenta do futuro.
Mas o porém de criar um ser alheio à própria cultura e dotado de um português de segunda invade a alma. E volto à estaca zero da incerteza sem fim.
Venho de uma família de artistas autodidatas, franco-atiradores guiados pelo instinto. São péssimos exemplos. Dos parentes, só um primo fez faculdade.
Como se não bastasse a falta de acadêmicos no DNA, sou cria de Piaget, ou do que aqui se convencionou chamar de método Piaget. Quando eu era alegre e jovem, o construtivismo traduzia os valores contrários à nefanda censura. A escola experimental prometia dar aos alunos a liberdade negada aos pais.
Quarenta anos depois, Steven Pinker condena Piaget com a mesma ferocidade com que desdenha de Oscar Niemeyer. Em um discurso disponível no site da TED (fundação privada sem fins lucrativos dedicada à disseminação de ideias), o psicólogo americano, personificação do pragmatismo científico, garante que não há apuro sem treino árduo.
Creio na ciência e no sacrifício, mas o argumento do cientista remete às mães chinesas, fábricas de infantes virtuoses, mas donas de uma severidade que põe em xeque o valor do gênio engendrado a fórceps.
Em "Bouvard e Pécuchet", Gustave Flaubert denuncia as fragilidades da ciência e da arte, fazendo, dos dois personagens centrais, cobaias voluntárias dos compêndios de saber do século 19. Nada escapa: a agricultura, a arqueologia, a política, a literatura, a religião, a medicina.
No capítulo dedicado à educação, os copistas tornam-se preceptores de um casal de irmãos rebeldes. Convencidos de que a boa formação é a única saída para o descaminho da humanidade, aplicam as inúmeras teorias educacionais nos pivetes. Nenhuma age sobre a índole das pestes. Após o fracasso com a matemática, a gramática, a música, a história e a geografia, desistem da experiência ao dar com os pupilos no fogão, cozinhando o gato da casa em água fervente.
Flaubert era cético. E cínico. Morreu de sífilis, contraída nos bordéis que frequentou com afinco, não casou e nunca foi pai. Mais uma vez, é fácil exercer a descrença quando não há crias por perto.
Fui devota de Flaubert na juventude. Hoje, impedida pelo amor materno de ser niilista e mordaz à sua maneira, leio "Os Miseráveis" e invejo o positivismo romântico de Victor Hugo.
A Revolução Francesa é mãe da eloquência de Hugo. Flaubert a admira, embora confesse em "A Educação Sentimental" que não arriscaria uma unha por suas bandeiras.
O mundo anda mais para Flaubert do que para Hugo. Menos dado a grandes causas e mais afeito à ataraxia estatística.
O espírito demolidor do francês é mais fiel à crise moral do presente. Talvez a dificuldade em definir a escola de meus rebentos seja reflexo desta dualidade. Quando nasci, a ideologia fundada em 1798 ainda guiava a política, a economia e a educação.
Não mais.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/109254-piaget.shtml
quarta-feira, 15 de maio de 2013
MEC volta atrás e exige doutorado de professor de federal
MEC volta atrás e exige doutorado de professor de federal
Após proibir universidades de cobrarem pós-graduação para seleção de docentes, ministério endurece regras
Contratação de pessoas sem esse título será aceita em regiões remotas ou em cursos com poucos doutores
O candidato a docente em universidades federais deverá ter título de doutor. Essa deverá ser a regra, sujeita a exceções, para entrada de novos professores nessas instituições de ensino.
A nova exigência altera lei, em vigor desde março, que trouxe dor de cabeça para as federais. Como a Folha revelou no mês passado, o MEC tinha dispensado a exigência de mestrado e doutorado, permitindo que docentes apenas com graduação pudessem disputar as vagas, mas depois recuou.
A partir de agora, a exigência mínima será o doutorado.
"Para não ser doutor, o órgão superior, o conselho universitário, tem que aprovar os casos excepcionais", disse o ministro Aloizio Mercadante (Educação) em audiência no Congresso Nacional.
A exceção será aceita em apenas duas condições: cursos em regiões mais remotas ou graduações em que há carência de doutores -caso de artes, por exemplo.
'BARBEIRAGEM'
A alteração ocorrerá por meio de medida provisória, que deve ser publicada hoje no "Diário Oficial da União".
O ministro da Educação reconheceu que houve erro do Planejamento ao redigir o texto do projeto de lei.
"O fato é que o governo cometeu uma barbeiragem e induziu o Senado a uma barbeiragem", disse o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), apontando falta de tempo para discutir o tema.
Ele criticou ainda o fato de a solução ocorrer por meio de medida provisória, sem debate no Legislativo.
O tucano é autor de projeto com redação semelhante à proposta pelo Executivo.
"A medida provisória só tem uma razão: a urgência. Os concursos estão parados", afirmou Mercadante.
O secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Speller, reconhece que a nova regra "coloca o sarrafo mais em cima", mas pondera que a norma já é seguida pelas universidades. A estimativa é que 70% dos docentes das federais tenham doutorado.
Ele afirma ainda que a exigência não fere a independência das universidades. "É uma autonomia boa, com padrão de qualidade mais alto."
O MEC sugeriu à Casa Civil que a medida provisória tenha artigo que autorize a suspensão de concursos baseados na legislação até então em vigor. O objetivo é barrar concursos em estágios iniciais que autorizaram inscrição de candidatos somente com graduação.Folha de São Pulo 15/03/2013
Governo exigirá doutorado de docentes de federais
14/05/2013 - 12h24
Governo exigirá doutorado de docentes de federais
PUBLICIDADE
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
Atualizado às 13h56.
Após promulgar lei federal que tirava exigência de pós-graduação para novos professores de federais, o governo federal deve editar, ainda nesta semana, medida provisória para exigir que os novos docentes tenham doutorado.
Em março, uma lei de iniciativa do governo determinou que as universidades federais não podiam mais exigir nos concursos para professor os títulos de mestre ou doutor dos candidatos. Na prática, quem tivesse diploma de graduação poderia disputar todas as vagas abertas nas universidades. Até então, esses candidatos eram aceitos como exceção.
Na época, dirigentes de universidades disseram à Folha que o Executivo não tinha a intenção de proibir a exigência de mestrado ou doutorado --o que houve foi um erro no projeto. "Estamos sendo mais rigorosos", resumiu o ministro.
"Nós demandamos à Casa Civil uma medida provisória dizendo o seguinte: para entrar na rede federal, tem que ser doutor. Para não ser doutor, o órgão superior, o conselho universitário, tem que aprovar os casos excepcionais", afirmou o ministro Aloizio Mercadante (Educação) em audiência pública no Senado Federal, nesta terça-feira (14).
Reportagem da Folha, publicada no dia 18 de abril, mostrou, no entanto, que já houve efeitos práticos da mudança. A Federal de Santa Catarina, por exemplo, iniciou processo de seleção de 200 professores com diploma de graduação (inicialmente, exigia doutorado).
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
![]() |
"BARBEIRAGEM"
Durante a audiência, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou a redação do texto apresentado pelo Executivo ao Congresso, que tirou autonomia das federais para decidir se em seus concursos poderiam se inscrever apenas docentes com mestrado ou doutorado.
"Seguramente, foi um erro cometido, um erro de avaliação", disse o tucano. "O fato é que o governo cometeu uma barbeiragem e induziu o Senado a uma barbeiragem", afirmou Nunes, diante da urgência solicitada para aprovação do texto no Congresso.
O senador protestou ainda o fato de o governo decidir agora editar uma medida provisória sobre o assunto. Nunes é autor de projeto de lei com texto semelhante ao proposto agora pelo Executivo.
Mercadante afirmou que houve um erro do Ministério do Planejamento e disse que o senador contribuiu para a mudança. "A medida provisória só tem uma razão: a urgência. Os concursos estão parados", justificou.Reportagem Folha de São Paulo 14/05/2013
Bom dia!!
Uma dica muito bacana da revista Educar para Crescer.
Encontre os erros e crie o ambiente ideal para seu filho fazer as tarefas escolares em nosso Jogo Lição de Casa:
Jogo - Lição de casa
Beijos
Uma dica muito bacana da revista Educar para Crescer.
Encontre os erros e crie o ambiente ideal para seu filho fazer as tarefas escolares em nosso Jogo Lição de Casa:
Jogo - Lição de casa
Beijos
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)


